terça-feira, 18 de maio de 2010

Prefácio do livro O Desabafo de D.Capitu

O livro escolhe seu leitor,mas o Desabafo de D.Capitu tem um modo particular de exercer essa escolha: talvez com uma ou outra exceção todos os que se dispõem a lê-lo participam da comunidade das pessoas que realmente apreciam a Literatura.
Com muita clareza,a autora procura reviver a estória de "Dom Casmurro ``,com uma abordagem reflexiva e indagadora do olhar feminino,essa análise é possível através dos conhecimentos da Psicologia Social e da Psicanálise,que examinam comportamento e o aspecto mental da vida do indivíduo.
Ao sonhar o personagem Bentinho serve de fio condutor entre consciente e inconsciente,passado e presente,pontos importantes para uma verdadeira trama em que a protagonista relata a sua versão sobre o suposto adultério.
O texto de Rosi Andrade é objetivo,dessa forma ela estabelece um diálogo com seu leitor,isso reflete uma generosidade,uma vontade de compartilhar informações,perspectivas e modo de sentir a leitura,por isso vale a pena se deleitar nessa obra que é reescrita baseado no autor Machado de Assis considerado um ícone da Literatura Universal.

Rosangela De Gino.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

A amiga

Ester uma menina dedicada, cheia de esperança, vivia em Susan com seu Mordecai, sua melhor amiga era Ana.
Certo dia Ester perguntou para Ana:
_ Ana você está bem?
Ana respondeu:
_ Estou, por que você está perguntando isso?
_ Porque estou vendo que você está muito triste. O que aconteceu com você?
_ Eu estou namorando com um rapaz que é inimigo do meu pai.
Ao saber dessa história, Ester ficou preocupada com sua amiga e resolveu ajudá-la.
Portanto, Ester aconselhou a sua amiga terminar com seu namorado.
Porém, Ana decidiu acabar com seu querido amado.

Fábia Brito

domingo, 4 de abril de 2010

Práticas de leitura : Leitores e Leituras para quê ?

Ao observar os textos disponíveis nos livros didáticos de Comunicação e Expressão, ainda percebo o quanto são distantes do mundo do aluno,descontextualizados da sua prática social.
No meu ofício,percebo que a compreensão de texto é uma das grandes dificuldades enfrentadas pelos alunos.No cotidiano,o professor escolhe um texto interessante para prender a atenção do aluno-leitor,lê,faz e ouve comentários.Os alunos se contentam com um entendimento superficial e pronto.A realidade é que a forma como o texto é abordado na escola,em geral,não leva à produção de sentidos.Não abre um espaço para o diálogo entre o texto e leitor.Diante desse comportamento dos docentes,sugem algumas indagações : Leitores e Leituras para quê ? Que leitores pretendemos formar se temos práticas mecânicas de aprendizagem ?
Acredito que esse método de ensino gera a passividade dos jovens leitores,criando uma atmosfera monótona na sala de aula.Desta maneira,as práticas tradicionais de leitura,no âmbito escolar,continuam prevalecendo,configurando um cenário vicioso,difícil de alterar.
Refletir a leitura como formação implica pensá-la como atividade que está relacionada ao sujeito leitor consciente,crítico e criativo,dinamizado nas diferentes práticas de leitura escolar.Então,é preciso que os educadores se conscientizem da necessidade de mudança na relação cidadão-sociedade,pois assim podem-se valorizar diferentes leitores e leituras.

Rosangela De Gino.